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    Bioclásticos: oportunidades para os portos brasileiros

    A ATP apoiou o Workshop sobre Licenciamento Ambiental de Bioclásticos, realizado nesta quarta-feira (10), na sede da CNT, em Brasília, pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O evento reuniu representantes do governo, órgãos reguladores, academia e setor produtivo para debater o potencial estratégico desse recurso para o desenvolvimento sustentável do país.

    Os bioclásticos são depósitos sedimentares formados por fragmentos de organismos marinhos ricos em carbonato de cálcio, com aplicações em setores como agricultura, fertilizantes, construção civil e economia de baixo carbono. Seu aproveitamento pode impulsionar uma nova cadeia produtiva, gerando investimentos, empregos e demanda logística.

    A palestra magna sobre o tema foi conduzida pelo professor Paulo César de Melo, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que apresentou os conceitos, aplicações, contexto ambiental e a importância estratégica dos bioclásticos. Em seguida, um painel institucional reuniu representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Mineração - ANM para debater questões regulatórias e de governança relacionadas ao licenciamento ambiental dessa atividade.

    Durante a programação, especialistas discutiram aspectos ambientais, regulatórios e técnicos relacionados ao licenciamento da atividade, além das oportunidades de integração entre mineração, sustentabilidade, pesquisa e infraestrutura portuária.

    A ATP participou ativamente dos debates sobre a integração entre mineração e portos, reforçando o papel estratégico dos terminais privados na viabilização de novas cargas e no fortalecimento da competitividade logística do Brasil. Os bioclásticos fazem parte da estratégia de negócios da Companhia Porto Piauí, que quer ser um hub para concentrar os exploradores do sedimento no Arco Norte.

    "O debate sobre os bioclásticos demonstra como a infraestrutura portuária pode contribuir para transformar oportunidades econômicas em desenvolvimento para o país", destacou o diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa.

    A construção de novas cadeias produtivas sustentáveis passa necessariamente pelos portos e esse diálogo entre governo, setor produtivo, comunidade científica e órgãos ambientais é fundamental para garantir segurança jurídica, sustentabilidade e previsibilidade para novos investimentos.

    Publicado em 11/06/2026
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